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Diferentes companhias aéreas suspendem voos para a Venezuela após alerta dos EUA

Também neste sábado, a agência Reuters informou, citando quatro oficiais norte-americanos, que Washington está pronta para iniciar uma nova fase de operações contra Caracas nos próximos dias.
Diferentes companhias aéreas suspendem voos para a Venezuela após alerta dos EUAGettyimages.ru / Roberto Schmidt

Diversas companhias aéreas internacionais cancelaram voos de e para a Venezuela depois que a Administração Federal de Aviação (FAA), dos Estados Unidos, alertou operadores sobre um "risco potencial em qualquer altitude", informou a imprensa regional neste sábado (22).

De acordo com a presidente da Associação de Linhas Aéreas da Venezuela (ALAV), Marisela de Loaiza, Iberia (Espanha), TAP (Portugal), Avianca (Colômbia), Caribbean (Trinidad e Tobago), GOL (Brasil) e Latam (Chile) suspenderam suas conexões com a Venezuela.

Na sexta-feira, a FAA recomendou, em comunicado oficial, que voos fossem realizados com cautela na região, citando o aumento da atividade militar no país. Na nota, Washington também exige notificação prévia de 72 horas para aeronaves que cruzem o espaço aéreo venezuelano.

Intervenção dos EUA à vista?

Também neste sábado, a agência Reuters informou, citando quatro oficiais norte-americanos, que os Estados Unidos estão prontos para iniciar uma nova fase de operações contra a Venezuela nos próximos dias.

A agência afirma que não conseguiu determinar os prazos e a dimensão exata dessas novas operações, nem se o presidente Donald Trump já tomou uma decisão final sobre agir. Duas fontes disseram que essas ações secretas provavelmente seriam direcionadas contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Elas também indicaram que as opções consideradas incluem uma tentativa de "derrubar" o mandatário.

  • Em agosto, os Estados Unidos enviaram navios de guerra, um submarino, caças e tropas para a costa da Venezuela, alegando sua suposta disposição em combater o narcotráfico. Desde então, foram realizados vários bombardeios a supostos lanchas com drogas no mar do Caribe e no Oceano Pacífico, deixando dezenas de mortos.
  • Washington acusou Maduro, sem provas ou fundamentação, de liderar um suposto cartel de drogas. As mesmas acusações infundadas foram feitas contra o presidente colombiano Gustavo Petro, que condenou os ataques mortais contra embarcações nas águas da região.
  • Em meados de outubro, o presidente dos EUA, Donald Trump, admitiu ter autorizado a CIA a realizar operações secretas em território venezuelano. Em resposta, Maduro questionou: "Alguém acredita que a CIA não conspira contra o comandante [Hugo] Chávez e contra mim há 26 anos?"
  • As ações e pressões de Washington foram classificadas como uma agressão por Caracas, que questiona a real razão por trás das operações.
  • O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou os bombardeios realizados pelos EUA contra pequenas embarcações, supostamente para combater o narcotráfico, que resultaram em mais de 60 mortos. Especialistas e governos classificaram os ataques como execuções extrajudiciais. 
  • Os bombardeios também foram criticados pelos governos de países como ColômbiaMéxico e Brasil, bem como por peritos da ONU, que afirmaram tratar-se de "execuções sumárias", em violação ao que consagra o direito internacional.