Moraes revoga autorizações anteriores de visita a Bolsonaro

Defesa do ex-presidente deverá fazer novos pedidos de autorização ao STF para se encontrar com qualquer pessoa além de sua equipe de saúde e de seus advogaos.

ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro neste sábado (22), a fim de evitar sua fuga, após tentativa de rompimento da tornozeleira eletrônica e convocação de apoiadores para vigília em frente a seu condomínio.

Acompanhando a medida cautelar de prisão, Moraes também cancelou todas as autorizações de visitas ao ex-presidente anteriormente definidas. Bolsonaro, que usava tornezeleira eletrônica, já poderia receber a visita de familiares sem autorização prévia, conforme decisão de agosto deste ano, e recebeu o sinal verde para se reunir com governadores e deputados, em decisão deste mês de novembro.

Diante da nova decisão, decretada diante de um potencial plano de fuga e do desrespeito de Bolsonaro às medidas cautelares anteriores, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que todas as visitas deverão ser previamente autorizadas, à exceção de sua equipe de advogados e de saúde.

Moraes já agendou a realização de sua audiência de custódia para o domingo (23) e uma sessão extraordinária para confirmar a prisão na segunda-feira (24).

Pedidos e autorizações

A defesa do ex-presidente já havia apresentado um requerimento ao STF na última sexta-feira (21), em que solicitou a autorização de visita de 16 pessoas, sendo elas:

Ademais, a decisão de autorização anterior já havia definido uma agenda de visitas a Bolsonaro que partia da próxima segunda-feira (24) até o dia 11 de dezembro, incluindo os governadores Cláudio Castro (PL) do Rio de Janeiro, Ronaldo Caiado (União Brasil) de Goiás e Tarcísio de Freitas (Republicanos) de São Paulo, para além deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP).

Diante da nova decisão, essas visitas já não estão mais autorizadas.