
Executivo chinês é sentenciado à morte com suspensão após confessar desvio de milhões

O Tribunal da Província de Shandong condenou Li à morte com suspensão condicional da execução por dois anos, segundo a sentença divulgada pela Suprema Procuradoria da China.
Segundo a investigação, entre 2010 e 2024, Li recebeu mais de 105 milhões de renminbi (cerca de R$ 160 milhões) em fraudes e subornos. Os valores recuperados serão devolvidos às empresas prejudicadas, enquanto o montante referente aos subornos será destinado ao Tesouro Nacional.

A Justiça chinesa destacou que a pena levou em conta a alta gravidade dos crimes, que envolveram grandes somas de dinheiro e impacto significativo ao erário público. A confissão, a cooperação com as autoridades e o arrependimento demonstrado por Li atuaram como fatores atenuantes.
Além da pena de morte suspensa, Li também perdeu seus direitos políticos e teve todos os bens pessoais confiscados.
O Código Penal da República Popular da China prevê que uma pena de morte pode ser suspensa por dois anos e só será executada se o condenado cometer novos crimes durante o período. Se o condenado mantiver a conduta, a pena pode ser revertida por prisão por tempo indefinido ou por 25 anos, caso haja a prestação de um serviço de mérito realmente relevante.
