O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, negou, em entrevista nesta quarta-feira (19), a existência de qualquer adição ao processo de paz na Ucrânia além dos entendimentos alcançados na cúpula entre os presidentes Vladimir Putin e Donald Trump no Alasca.
"Neste caso, não temos nenhuma inovação além do que chamamos de espírito de Anchorage", disse ele em uma entrevista. "Moscou está aberta a continuar [as negociações], Moscou está aberta às negociações", insistiu o porta-voz em uma outra entrevista.
Mais cedo, o jornal Axios informou que a Casa Branca está trabalhando secretamente com o governo russo para elaborar um novo plano para encerrar o conflito ucraniano.
Segundo uma fonte do veículo, o rascunho elaborado pelos Estados Unidos é composto por 28 pontos e se inspira no acordo de paz entre Israel e o Hamas promovido pelo presidente Donald Trump. O plano, segundo descreve o informante, pode ser dividido em quatro categorias gerais: paz, garantias de segurança, segurança na Europa e futuras relações dos EUA com a Rússia e a Ucrânia.
Em outra reportagem, o Axios informou que o plano de paz de Trump para a Ucrânia prevê que os Estados Unidos e outros países reconheceriam a Crimeia e o Donbass como território russo legítimo, mas Kiev não seria obrigada a fazer o mesmo.
Segundo um funcionário ucraniano, o plano também inclui limitações ao tamanho das Forças Armadas ucranianas e ao uso de armamento de longo alcance, em troca de garantias de segurança oferecidas pelos EUA. O veículo observa que não está claro em que exatamente consistiriam essas garantias.
A posição da Casa Branca, segundo um funcionário norte-americano, é que Kiev provavelmente perderá território de qualquer forma se o conflito continuar e, por isso, "é do interesse da Ucrânia chegar a um acordo agora".