Sem estratégia clara, Trump amplia ameaças militares na América Latina

O presidente americano sugere ataques na Venezuela, Colômbia e México, reforça presença militar no Caribe e aumenta temores de escalada sem aval do Congresso.

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a sugerir que pode expandir ações militares no Caribe e no Pacífico para ataques terrestres na Venezuela, Colômbia e México, aumentando a preocupação de governistas e analistas sobre uma escalada na região sem autorização do Congresso.

Reforço militar no Caribe

Para sustentar as ameaças, Trump enviou mais meios navais ao Caribe, incluindo o grupo de ataque liderado pelo porta-aviões USS Gerald R. Ford, o maior do mundo. O movimento reforçou temores de que Washington possa ampliar o conflito sob o argumento de combater o narcotráfico.

Trump diz que EUA precisam "cuidar" da Venezuela

Na segunda-feira (17), Trump afirmou que não descarta uma operação militar contra a Venezuela, defendendo que Washington deveria "cuidar" do país.

"Não descarto nada. Só temos que cuidar da Venezuela", disse. Ele acrescentou que poderá falar diretamente com Nicolás Maduro "em breve".

Maduro respondeu que Caracas está pronta para o diálogo e que a Venezuela mantém "respeito absoluto pelo direito internacional". O presidente venezuelano criticou o uso ou ameaça de uso da força e destacou que a diplomacia é o único caminho "para buscar a paz".

Trump fala em destruir instalações de drogas na Colômbia

Trump declarou ainda que seria "orgulhoso" de destruir instalações de cocaína na Colômbia, mas disse que buscaria autorização do Congresso antes.

A resposta do presidente colombiano Gustavo Petro foi imediata. Ele lembrou que seu governo destruiu 10.366 laboratórios de cocaína e ironizou a desinformação de Trump: "Ninguém lhe informou".

Possível envio de tropas ao México

Trump também afirmou que poderia enviar tropas terrestres ao México, alegando estar "descontente" com o país.

"Faremos tudo o que for preciso para deter o tráfico de drogas", disse, afirmando que o México enfrenta "sérios problemas".

As declarações ampliaram as dúvidas sobre o objetivo final dos EUA na América Latina, segundo análise da Bloomberg.

Escalada das operações militares dos EUA