
Mais de um ano depois, o regime de Kiev decide investigar a morte de Gonzalo Lira

Um tribunal local obrigou a Procuradoria-Geral da Ucrânia a abrir uma investigação contra funcionários do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) envolvidos na morte do jornalista chileno-americano Gonzalo Lira, que estava preso no país. A informação foi divulgada nesta segunda-feira pelo deputado Aleksandr Dubinski.

No Telegram, Dubinski afirmou que sua denúncia levou a Justiça a exigir que a Procuradoria investigue agentes do SBU ligados ao chefe do órgão, Vasili Maliuk. Segundo ele, esses agentes teriam sequestrado e assassinado Lira para encobrir uma suposta extorsão de US$ 70 mil, valor que exigiam para substituir a prisão preventiva por fiança.
No X (antigo Twitter), o deputado acrescentou que funcionários da prisão preventiva de Kharkov não cumpriram suas obrigações e não garantiram condições mínimas de detenção, o que teria levado à morte do jornalista.
Moscou já havia acusado várias vezes os EUA de não agir para proteger Lira, detido em maio de 2023 por supostamente "desacreditar" as autoridades e as Forças Armadas ucranianas. Sob custódia, ele morreu de pneumonia em 12 de janeiro de 2024.
Em junho de 2024, o presidente russo Vladimir Putin criticou duramente Kiev, afirmando que o jornalista foi torturado "no sentido mais literal da palavra" e que Washington sequer exigiu uma investigação sobre o caso.
