
Mãe confessa assassinato e desmembramento do próprio filho na Rússia

Autoridades policiais encontraram uma mochila contendo a cabeça decapitada de uma criança em um lago de Moscou no domingo (16). Segundo o Comitê Investigativo da Rússia na manhã desta segunda-feira (17), a mãe confessou o assassinato de seu filho durante o interrogatório e não conseguiu explicar seus motivos.
O Comitê abriu o inquérito policial no domingo, que levou à prisão de sua mãe, Elena Tsukanova, de 31 anos, como suspeita do assassinato. Investigadores apontam que ela teria cometido o crime em um apartamento de Balashika, no subúrbio de Moscou, onde o corpo desmembrado da criança foi encontrado, e posteriormente descartado parte dos restos mortais no Lago Golyanovsky.

Uma fonte policial reportou exclusivamente à RT que a mãe estava supostamente sob efeito de drogas no momento de sua prisão.
A RT identificou que Elena recebia tratamento psiquiátrico para esquizofrenia paranoide e tinha antecedentes criminais referentes ao uso de substâncias. Somente neste ano, foram chamadas ambulâncias quatro vezes à sua casa, diante de seu comportamento errático.
Ela fazia uso de medicamentos para a prevenção e o tratamento de esquizofrenia, transtorno bipolar, epilepsia e depressão.
Comportamento agressivo
A avó paterna da vítima, entrevistada pela RT, confirmou a identidade de "Yaroslav" e de sua irmã, "Tanya", de nove anos - cujos nomes foram alterados para preservar as informações das crianças. Segundo ela, o transtorno mental de Elena piorou durante a gravidez do caçula, indicando que frequentemente agredia os filhos.
"Talvez ela tenha perdido o controle novamente e descontado na criança", afirmou a avó paterna, indicando que o pai da vítima "soube disso pelas notícias e está se tremendo todo."
A avó reiterou a informação anteriormente revelada por uma fonte policial à RT, confirmando que a vítima de seis anos nasceu com hidrocefalia. "Yaroslav tem uma deficiência de primeiro grau. Ele não andava nem falava aos seis anos, só engatinhava", revelou na entrevista. Ainda não é possível confirmar que a motivação do assassinato tenha qualquer relação com o diagnóstico da criança.
O caso criminal é investigado de acordo com a Cláusula "c" da Parte 2 do artigo 105 do Código Penal Russo. Se confirmada a culpa de Elena, ela enfrenta as possibilidades de prisão de oito a vinte anos, prisão perpétua ou pena de morte.
