Cerca de 15,7 milhões de cidadãos chilenos são chamados às urnas neste domingo (16) para as eleições gerais, que definirão o novo presidente, 155 deputados e 23 senadores. O destaque fica para a disputa presidencial, com seis candidatos e duas candidatas competindo após seis debates ao longo da campanha.
Caso nenhum alcance mais de 50% dos votos, os dois primeiros colocados disputarão um segundo turno em 14 de dezembro. O vencedor tomará posse em 11 de março, substituindo Gabriel Boric, que governa desde 2022.
A fase final da campanha foi dominada por demandas por maior segurança pública, mesmo com o Chile sendo um dos países mais seguros da América Latina, e por rejeição à imigração, defendida por quatro candidatos conservadores.
Entre os postulantes à presidência, Jeannette Jara, advogada de 51 anos e militante do Partido Comunista, representa o governo pela coalizão Unidade pelo Chile, reunindo forças de esquerda. José Antonio Kast, advogado de 59 anos e fundador do ultradireitista Partido Republicano, disputa pela terceira vez, após resultados em quarto lugar em 2017 e derrota no segundo turno em 2021 contra Boric. Outros incluem Johannes Kaiser (Partido Nacional Libertário), Evelyn Matthei (Chile Grande e Unido), Franco Parisi (Partido da Gente), e independentes como Harold Mayne-Nicholls, Marco Enríquez Ominami e Eduardo Artés.
Os debates refletiram divisões ideológicas profundas, com candidatos de esquerda e centro focando em políticas sociais e continuidade, enquanto conservadores e ultradireitistas priorizam controle migratório e ordem pública.