O Japão sofrerá uma "derrota esmagadora" e "pagará um preço alto" se interferir nos assuntos de Taiwan, alertou Jiang Bin, porta-voz do Ministério da Defesa chinês, durante uma coletiva de imprensa na sexta-feira.
Essas declarações foram uma resposta às afirmações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, que disse que Tóquio tomaria medidas semelhantes caso Pequim enviasse forças militares para a ilha.
"Essas declarações desafiaram a ordem internacional do pós-guerra e enviaram sinais errados às forças separatistas taiwanesas. São palavras atrocidades e tiveram um impacto negativo muito grande. São extremamente irresponsáveis e perigosas", declarou o porta-voz.
"Se o lado japonês não aprender com a história e ousar correr riscos, ou até mesmo usar a força para interferir na questão de Taiwan, sofrerá uma derrota esmagadora nas mãos do Exército de Libertação Popular, que possui uma determinação inabalável, e pagará um preço muito alto", acrescentou.
As declarações de Takaichi aumentaram as tensões com a China depois que ela afirmou, na semana passada, que a presença militar de Pequim em Taiwan representaria uma "ameaça à sobrevivência" do Japão.
O Ministério das Relações Exteriores da China também rejeitou as declarações da primeira-ministra e exigiu sua retratação. "Instamos o Japão a refletir profundamente sobre seus crimes passados, a cessar imediatamente suas provocações e excessos e a evitar brincar com fogo na questão de Taiwan", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, na quinta-feira (13).
A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, provocou uma disputa diplomática com a China ao responder, em 7 de novembro, a uma pergunta sobre "situações de risco de vida" que permitam a primeiros-ministros, conforme a legislação japonesa, mobilizar as Forças de Autodefesa do país.
- Pequim enfatizou várias vezes que a região "nunca foi um país e nunca será", pois "Taiwan é parte inalienável do território da China".
- Taiwan é autogovernada desde 1949, mas a China a considera parte inseparável de seu território. A maioria dos países do mundo, incluindo a Rússia e o Brasil, reconhece a ilha como parte da República Popular da China.