As autoridades dos Estados Unidos poderão levar em conta como critério o estado físico e de saúde de candidatos para emissão de visto, inclusive obesidade e doenças crônicas, segundo comunicado pelo Secretário do Estado, Marco Rubio, informou o The Washington Post na quinta-feira (13).
A nova diretriz amplia os critérios médicos usados para negar vistos a estrangeiros. O documento, enviado por Rubio, orienta consulados a considerarem condições como obesidade, doenças cardiovasculares, câncer e diabetes como possíveis motivos para recusa sob a justificativa de que esses problemas podem gerar altos custos para o sistema de saúde norte-americano.
A medida foi elaborada sem revisão técnica interna e gerou críticas de especialistas. Advogados de imigração argumentam que a orientação concede aos oficiais consulares liberdade excessiva para negar vistos com base em condições comuns e que nunca foram tratadas como desqualificantes. Além disso, a diretriz inclui fatores como idade avançada e número de dependentes.
O governo justifica a mudança com base na regra de "public charge", alegando que está apenas reforçando normas antigas que visam evitar que imigrantes se tornem um ônus para os contribuintes.
A nova política se soma a outras iniciativas do governo Trump para restringir a imigração legal. Especialistas alertam que isso deve aumentar significativamente o número de recusas de vistos e tornar o processo mais rígido e imprevisível, fortalecendo uma abordagem mais restritiva e excludente na política migratória dos Estados Unidos.