O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, moderou sua ordem de encerrar a cooperação com as agências de segurança dos Estados Unidos e condicionou a colaboração com os serviços de inteligência norte-americanos. A decisão está relacionada às operações militares de Washington no Caribe e no Pacífico, que supostamente visam combater o tráfico de drogas.
Em uma publicação em sua conta no X, o presidente afirmou que as comunicações entre os órgãos de inteligência dos dois países só serão restabelecidas em operações de interceptação de drogas, desde que haja garantias de que as apreensões ocorram "sem prejuízo dos direitos humanos" e que as capturas sejam realizadas "com proteção à vida".
"Ninguém pode questionar nem um centímetro o compromisso da Colômbia com o respeito às normas internacionais, que incluem as regras de combate ao narcotráfico", declarou Petro.
"Causa da destruição das máfias"
Por outro lado, o presidente destacou que seu governo utilizará todas as medidas possíveis "para descolonizar o combate aos narcotraficantes".
Petro reafirmou em sua publicação que as organizações narcocriminosas são inimigas do Estado colombiano. Nesse sentido, destacou que até mesmo seus familiares foram ameaçados devido aos "duros golpes" que sua gestão tem desferido contra o tráfico de drogas e as máfias.
"Com a minha vida, tenho defendido a causa da destruição das máfias — e assim continuará sendo. Que ninguém duvide disso", afirmou.
- Na terça-feira (11), o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou a suspensão das comunicações entre os serviços de inteligência do país e as agências de segurança dos Estados Unidos, em resposta aos recentes ataques com mísseis a embarcações no mar do Caribe.