VÍDEO: EUA fazem 2 novos ataques letais contra supostas 'narcolanchas' no Pacífico

O secretário do Departamento de Guerra americano, Pete Hegseth, informou nesta segunda-feira (10) que, no domingo, por ordem do presidente Donald Trump, foram lançados "dois ataques cinéticos letais" contra supostas "lanchas de narcotraficantes" na costa do Pacífico.
Hegseth declarou, sem apresentar provas, assim como nos ataques anteriores, que as duas embarcações eram operadas por "organizações terroristas" sancionadas pelos EUA.
"Essas embarcações eram conhecidas por nossos serviços de inteligência por estarem associadas ao contrabando ilícito de narcóticos, transportavam narcóticos e transitavam por uma rota conhecida de tráfico de drogas no Pacífico Oriental", escreveu.
Yesterday, at the direction of President Trump, two lethal kinetic strikes were conducted on two vessels operated by Designated Terrorist Organizations.These vessels were known by our intelligence to be associated with illicit narcotics smuggling, were carrying narcotics, and… pic.twitter.com/ocUoGzwwDO
— Secretary of War Pete Hegseth (@SecWar) November 10, 2025
Hegseth alegou que os ataques "ocorreram em águas internacionais", sem dar detalhes específicos sobre o local onde eles foram feitos.
Ele detalhou que as ações deixaram ao menos seis mortos, já que em cada embarcação haveria três supostos "narco-terroristas do sexo masculino". "Nenhum membro das forças americanas ficou ferido", destacou.
"Sob o mandato do presidente Trump, estamos protegendo a pátria e eliminando esses terroristas dos cartéis que desejam prejudicar nosso país e seu povo", afirmou Hegseth.
Nos últimos meses, Washington lançou uma série de ataques contra pequenas embarcações no Caribe e no Pacífico, como parte de uma suposta campanha contra o narcotráfico.
Essas operações — realizadas sob a doutrina do "combate ao narcoterrorismo" — foram descritas por organizações de direitos humanos e especialistas em direito internacional como "execuções extrajudiciais', sem supervisão judicial e fora de qualquer mandato da ONU.
Agressões dos Estados Unidos
- Em agosto, os Estados Unidos enviaram navios de guerra, um submarino, caças e tropas para a costa da Venezuela, alegando sua suposta disposição em combater o narcotráfico. Desde então, foram realizados vários bombardeios a supostos lanchas com drogas no mar do Caribe e no Oceano Pacífico, deixando dezenas de mortos.
- Washington acusou Maduro, sem provas ou fundamentação, de liderar um suposto cartel de drogas. As mesmas acusações infundadas foram feitas contra o presidente colombiano Gustavo Petro, que condenou os ataques mortais contra embarcações nas águas da região.
- Em meados de outubro, o presidente dos EUA, Donald Trump, admitiu ter autorizado a CIA a realizar operações secretas em território venezuelano. Em resposta, Maduro perguntou: "Alguém acredita que a CIA não opera na Venezuela há 60 anos?" "Alguém acredita que a CIA não conspira contra o comandante [Hugo] Chávez e contra mim há 26 anos?", perguntou ele.
- As ações e pressões de Washington foram classificadas por Caracas como uma agressão, que questiona a real razão por trás das operações.
- Essa posição também foi adotada pelo Representante Permanente da Rússia nas Nações Unidas, Vasily Nebenzia, que declarou em uma reunião do Conselho de Segurança que as ações dos EUA no Caribe não são exercícios militares comuns, mas sim uma "campanha flagrante de pressão política, militar e psicológica contra o governo de um Estado independente".
- O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou os bombardeios realizados pelos EUA contra pequenas embarcações, supostamente para combater o narcotráfico, que resultaram em mais de 60 mortos. Especialistas e governos classificaram os ataques como execuções extrajudiciais.
