O líder de Taiwan, Lai Jing-te, enviou uma mensagem firme a Pequim na sexta-feira (31), afirmando que a ilha "jamais aceitará" o princípio de "um país, dois sistemas" proposto pelo governo chinês. Em discurso provocativo em uma base militar, ele declarou:
"Aceitar as exigências do agressor e renunciar à soberania certamente não levará à paz. Portanto, devemos manter o status quo com dignidade e determinação, opondo-nos resolutamente à anexação, à agressão e à unificação forçada", afirmou.
Lai reiterou que Taiwan e a China "não são subordinadas uma à outra" e que o futuro da ilha "só pode ser decidido pelo seu povo". "Rejeitamos o conceito de 'um país, dois sistemas', porque sempre defenderemos nosso sistema constitucional livre e democrático", alegou.
- Desde 1949, Taiwan mantém administração própria e atua de forma autônoma, embora seja oficialmente parte do território chinês.
- Em resposta às declarações da liderança taiwanesa, Pequim enfatizou que a região "nunca foi um país e nunca será", pois "Taiwan é parte inalienável do território da China".
- 182 países do mundo –, incluindo Brasil e Rússia –, reconhecem o princípio de "Uma só China" e consideram Taiwan parte inalienável da República Popular da China.