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Trump diz que não considera atacar a Venezuela

Presidente dos EUA fez a declaração após a divulgação de relatórios sobre os supostos planos de Washington de atacar instalações militares no país sul-americano.
Trump diz que não considera atacar a VenezuelaGettyimages.ru / Samuel Corum / Sipa USA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (31) que não considera lançar ataques contra a Venezuela.

A declaração do mandatário ocorreu depois de o jornal Miami Herald informar, citando suas fontes, que o governo norte-americano teria tomado a decisão de atacar "a qualquer momento" vários alvos militares no país caribenho, em meio a uma escalada que começou com um envio sem precedentes de tropas para a região em agosto. 

O Wall Street Journal também já havia noticiado sobre os planos de Washington de atacar instalações militares no país sul-americano.

Venezuela denuncia "uma guerra multiforme"

Em setembro, o presidente da Venezuela declarou que seu país era vítima de "uma guerra multiforme" orquestrada pelos EUA e alvo de "agressão armada para impor mudança de regime" e um governo "fantoche", com o objetivo de "roubar seu petróleo, gás, ouro e todos os seus recursos naturais".

Em suas declarações públicas, o presidente acusou Washington de inventar "uma nova guerra perpétua".

"94% do povo venezuelano é contra a ameaça militar dos EUA; é contra aqueles que estão incitando a invasão", afirmou.

As Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB), a Milícia e as forças policiais da Venezuela iniciaram exercícios militares nas áreas costeiras do país a fim de enfrentar ameaças externas, especialmente dos Estados Unidos.

Maduro lembrou que, nas últimas semanas, a Venezuela vem enfrentando uma guerra militar, bem como uma "guerra de comunicação" por meio de campanhas de desinformação, e pediu a população a combatê-la.

Agressões dos Estados Unidos

  • Em agosto, os Estados Unidos enviaram navios de guerra, um submarino, caças e tropas para a costa da Venezuela, alegando sua suposta disposição em combater o narcotráfico. Desde então, foram realizados vários bombardeios a supostos lanchas com drogas no mar do Caribe e no Oceano Pacífico, deixando dezenas de mortos.
  • Washington acusou Maduro, sem provas ou fundamentação, de liderar um suposto cartel de drogas. As mesmas acusações infundadas foram feitas contra o presidente colombiano Gustavo Petro, que condenou os ataques mortais contra embarcações nas águas da região.
  • Em meados de outubro, o presidente dos EUA, Donald Trump, admitiu ter autorizado a CIA a realizar operações secretas em território venezuelano. Em resposta, Maduro perguntou: "Alguém acredita que a CIA não opera na Venezuela há 60 anos?" "Alguém acredita que a CIA não conspira contra o comandante [Hugo] Chávez e contra mim há 26 anos?", perguntou ele.