
Rússia reage às sanções da UE e barra entrada de europeus que ameaçam sua segurança

A Rússia ampliou "significativamente" a lista de representantes de instituições europeias, países da União Europeia e outros países alinhados "à política antirussa de Bruxelas" que têm entrada proibida no território nacional, informou nesta sexta-feira (31) o Ministério das Relações Exteriores.
A decisão é uma resposta às ações "hostis" do bloco europeu, incluindo o 19.º pacote de sanções europeias, aprovado em 23 de outubro.
"A UE continua a intensificar as suas medidas restritivas unilaterais e ilegítimas do ponto de vista do direito internacional, que minam as prerrogativas do Conselho de Segurança da ONU", declarou o ministério.
Entre os sancionados estão funcionários de agências de defesa, organizações governamentais e comerciais que fornecem apoio militar ao regime de Kiev, participantes na logística de fornecimento de bens de dupla utilização à Ucrânia e pessoas envolvidas em ações que ameaçam a integridade territorial da Rússia ou bloqueiam o transporte marítimo e de mercadorias do país.

Também estão com a entrada proibida representantes de instituições europeias e órgãos governamentais de países da UE e de outros Estados europeus envolvidos em processos contra funcionários russos por "detenções e deportações ilegais de pessoas de territórios ucranianos", segundo o governo, além de quem participou da criação de um "tribunal" contra a liderança russa ou defende a apropriação de bens estatais russos ou seu uso em favor do regime de Kiev.
A lista inclui ainda "ativistas civis e representantes da comunidade científica que se destacaram por sua retórica russófoba; e membros do parlamento de Estados-membros da UE e do Parlamento Europeu que votaram a favor de resoluções e projetos de lei anti-Rússia".
