Trump justifica bombardeios de Israel à Gaza em meio ao cessar-fogo

O presidente americano alegou que os ataques teriam sido resposta à morte de um soldado israelense supostamente pelo Hamas.

Donald Trump comentou os ataques de Israel à Faixa de Gaza durante a trégua com o grupo palestino Hamas, alegando que teriam sido uma "resposta ao assassinato de um soldado israelense".

"Pelo que entendi, [o Hamas] matou um soldado israelense [...] então os israelenses retaliaram. E eles tinham que retaliar", disse o presidente americano a bordo do Air Force One.

Trump acrescentou que "nada colocará em risco o cessar-fogo" e que o acordo de paz no enclave palestino é "sólido". O presidente também advertiu o Hamas, afirmando que, se o grupo violar o pacto, "suas vidas estariam acabadas".

Trégua frágil

O cessar-fogo entre Israel e o Hamas entrou em vigor em 10 de outubro, marcando a primeira fase do plano de paz. Três dias depois, o grupo palestino libertou reféns israelenses, e Israel respondeu com a soltura de reféns palestinos.

Na sequência, Israel bloqueou a entrada de ajuda humanitária em Gaza, permitindo apenas metade dos caminhões previstos e adiando a reabertura da passagem de Rafah. O governo israelense alegou que o “Hamas atrasou a entrega” dos corpos de reféns mortos.

Pouco mais de uma semana após o início do acordo, as Forças de Defesa de Israel (IDF) realizaram bombardeios no sul da Faixa de Gaza, depois que Netanyahu ordenou "medidas enérgicas" contra instalações em Rafah. Segundo Israel, os ataques seriam uma “resposta a investidas anteriores do Hamas”.

Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional de Israel, declarou que, com o retorno dos prisioneiros israelenses mantidos pelo Hamas, o país deve "retornar à guerra" contra os palestinos e abrir as "portas do inferno".