O governo de Donald Trump autorizou o envio do grupo de ataque do porta-aviões Gerald R. Ford à área de responsabilidade do Comando Sul, informou nesta sexta-feira (24) o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell.
Em mensagem no X, Parnell justificou a medida mencionando a necessidade de fortalecer e ampliar "as capacidades existentes para desmantelar o narcotráfico e enfraquecer organizações transnacionais".
"Reforçará a capacidade dos Estados Unidos de detectar, monitorar e desmantelar atores e atividades ilícitas que comprometem a segurança e a prosperidade do território dos EUA e nossa segurança no hemisfério ocidental", acrescentou.
Há três semanas, um oficial da Marinha informou ao USNI News que o porta-aviões USS Gerald R. Ford (CVN‑78) estava no Mar Mediterrâneo.
O USS Gerald R. Ford é considerado o maior porta-aviões do planeta. Os EUA o definem como "a plataforma de combate mais capaz, adaptável e letal do mundo" e afirmam que ele preserva a capacidade da Marinha de projetar poder global por meio de operações sustentadas no mar.
''Eliminar" o narcotráfico
Na véspera, cercado por altas autoridades norte‑americanas, Trump anunciou uma guerra frontal contra os cartéis do narcotráfico e prometeu operações terrestres contra eles em solo latino‑americano.
"Os cartéis estão travando uma guerra contra os EUA e, como prometi na campanha, estamos travando uma guerra como nunca antes. (...) Os governos anteriores tentaram mitigar essa ameaça, e nosso objetivo é eliminá‑la. Não a estamos mitigando. Estamos eliminando. Estamos os expulsando", afirmou Trump.