
Colômbia reage a Trump e denuncia ameaça à soberania nacional e ataque à dignidade do país

O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia publicou neste domingo (19) uma nota oficial em que rejeita as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o chefe de Estado colombiano, Gustavo Petro.
Segundo o governo colombiano, as falas são "ofensivas e desrespeitosas" e configuram uma "ameaça direta contra a soberania nacional".
De acordo com o comunicado, Trump fez acusações infundadas contra Petro em declaração oficial da Casa Branca. O governo colombiano afirma que o conteúdo "transgride todas as normas do Direito Internacional e da diplomacia" e representa uma violação direta aos tratados que garantem a soberania, a independência e a autodeterminação dos países.

"As acusações constituem um ato da mais alta gravidade e atacam diretamente a dignidade do presidente do povo colombiano, que tem liderado e combatido incansavelmente o narcotráfico em nosso país", diz o texto da chancelaria.
O governo ainda destacou que, sob a gestão de Petro, foram realizadas "as maiores apreensões de drogas ilícitas já registradas na história recente", além da promoção de "uma estratégia orientada a erradicar de forma integral o flagelo da droga em toda a região".
A Colômbia também afirma que a manifestação da Casa Branca levanta a possibilidade de "uma intervenção ilegal em território colombiano", algo considerado inaceitável por Bogotá.
"A Colômbia tem sido historicamente um aliado valioso na luta contra as drogas, tanto na região como no mundo", aponta o comunicado.
O Ministério das Relações Exteriores conclui afirmando que "rejeita energicamente essas declarações" e que o país irá "acionar todas as instâncias internacionais em defesa de sua soberania como Estado e da dignidade de seu presidente, que sempre demonstrou respeito pelas instituições democráticas e enfrentamento direto ao narcotráfico".
Em tom de alerta, o governo colombiano também criticou o uso da cooperação internacional como forma de pressão política: "Rejeitamos o uso da cooperação internacional como instrumento de ingerência nos assuntos internos da Colômbia. Sem cooperação verdadeira, quem vence são as organizações transnacionais dedicadas à produção e comercialização de narcóticos, e quem perde é toda a região".
