O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou novamente na quinta-feira (16) sua ação judicial contra o jornal The New York Times por difamação, informou o veículo.
O presidente busca o reconhecimento de US$ 15 bilhões (cerca de R$ 81 bilhões) em compensação de danos, para além de valores punitivos adicionais.
O pedido de Trump se baseia na alegação de que o jornal "traiu os ideais jornalísticos de honestidade, objetividade e precisão" ao menosprezar as conquistas de seu mandato e apoiar a sua opositora nas eleições de 2024, Kamala Harris.
A nova ação na Justiça norte-americana ocorre um mês após rejeição da mesma alegação pelo juiz Steven D. Merryday, que desconsiderou o pedido de 85 páginas por questões formais, diante do tamanho do documento e da linguagem "rebuscada e irritante".
"Uma queixa não é um megafone para relações públicas, nem um pódio para um discurso apaixonado em um comício político", escreveu o juiz em sua decisão, dando ao presidente 28 dias para corrigir o documento.
A queixa revisada tem 40 páginas e menos enaltecimentos prolongados ao presidente. A versão recente limitou as alegações de difamação a dois artigos do jornal e a um livro editado pela Penguin, indicando que as publicações "difamam e desacreditam injustamente a reputação profissional que o presidente Trump conquistou com esforço".
"Esta é apenas uma tentativa de reprimir a imprensa independente e gerar atenção (...) mas o The New York Times não será dissuadido por táticas de intimidação", respondeu um porta-voz do veículo de mídia.