Após 37 anos de serviço, o almirante Alvin Holsey, responsável pelo comando militar das operações dos Estados Unidos na América Latina, deixará o cargo e se aposentará em 12 de dezembro. A informação foi confirmada pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth, nesta quinta-feira (16).
Em publicação na rede X, Hegseth elogiou Holsey, afirmando que o militar "demonstrou compromisso inabalável com a missão, com seu pessoal e com a nação".
Uma fonte relatou à agência de notícias Reuters que "houve tensão entre o almirante Alvin Holsey e Hegseth sobre as operações no Caribe e dúvidas sobre se ele seria demitido nos dias que antecederam o anúncio".
De acordo com uma publicação do jornal norte-americano The New York Times, o almirante teria manifestado preocupações sobre os ataques dos EUA a embarcações no Caribe acusadas de transportar drogas.
"Foi uma honra servir a nossa nação, o povo americano, além de apoiar e defender a Constituição há mais de 37 anos", publicou o Comando Sul dos EUA, citando as palavras do almirante Alvin Holsey.
Holsey não é o primeiro oficial de alto escalão a deixar o cargo desde que Hegseth assumiu a pasta. Entre os que saíram estão o chefe do Estado-Maior Conjunto, Capitão-de-Corveta Brown, e a principal oficial naval, Lisa Franchetti, que havia se tornado a primeira mulher a ocupar a função.
Renúncia inesperada
O principal democrata do Comitê de Serviços Armados do Senado, senador Jack Reed, classificou a renúncia de Alvin Holsey como "preocupante", um dia após o presidente Donald Trump autorizar operações secretas da CIA na Venezuela.
"A renúncia do almirante Holsey apenas aprofunda minha preocupação de que esta administração esteja ignorando as lições duramente aprendidas em campanhas militares anteriores dos EUA e o conselho de nossos combatentes mais experientes", disse Reed em comunicado também publicado pela Reuters.