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França e outros países ocidentais aumentam consumo de gás natural russo

Franceses são o terceiro maior consumidor de gás liquefeito da Rússia na União Europeia, sendo que parte dos volumes adquiridos são reexportados para a Alemanha.
França e outros países ocidentais aumentam consumo de gás natural russoGettyimages.ru / Robert Nemeti/Anadolu

Apesar de alguns países da Europa Ocidental estarem diminuindo as compras de hidrocarbonetos da Rússia, as importações de gás natural do país se mantém estáveis. Entre alguns dos integrantes da União Europeia, como a França, foi registrado um aumento na compra em 2025, de acordo com um relatório divulgado pelo Centro de Pesquisa sobre Energia e Ar Limpo (CREA, na sigla em inglês).

As vendas de gás russo à Europa pelo gasoduto TurkStream aumentaram 7% em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo 13,8 bilhões de metros cúbicos nos três primeiros trimestres de 2025.

O gasoduto, atualmente a única rota operacional de transporte de gás russo para a Europa, abastece principalmente Hungria, Sérvia e outros países dos Bálcãs, onde a dependência do gás russo continua elevada.

A União Europeia segue sendo o maior comprador de gás natural liquefeito (GNL) e de gás encanado da Rússia. Segundo o CREA, o bloco europeu compra metade de todo o GNL exportado pela Rússia, além de responder por cerca de 35% das compras de gás por gasoduto.

Entre os países que mais aumentaram suas importações está a França, que se tornou o terceiro maior comprador de combustíveis fósseis russos na UE, com importações avaliadas em 153 milhões de euros, todas na forma de GNL.

No entanto, nem todo o gás importado é consumido internamente: parte do GNL que chega pelo terminal de Dunkerque é posteriormente reexportada para a Alemanha, conforme aponta o estudo.

Nos oito primeiros meses de 2025, a União Europeia importou mais de 11 bilhões de euros em energia russa, informa a Reuters. No caso francês, as compras aumentaram 40%, totalizando 2,2 bilhões de euros, enquanto nos Países Baixos o crescimento foi ainda maior: 72%, chegando a 498 milhões de euros.

O Ministério da Energia da França informou à agência Reuters que o aumento no valor das importações se deve ao fato de o país atender clientes de outras nações europeias, sem especificar quais.