O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) divulgou dois comunicados nesta quinta-feira (16), acusando Israel de crimes contra palestinos mortos e denunciando a crise alimentar extrema na Faixa de Gaza.
No primeiro comunicado, o Hamas afirmou que os corpos de palestinos devolvidos pelas forças de ocupação apresentam "cenas horríveis", com sinais de "tortura, abuso e execuções no campo".
Segundo o grupo, essas imagens evidenciam o "caráter criminoso e fascista do exército de ocupação" e refletem a "decadência moral e humana" da "entidade de ocupação", que, segundo o texto, "não diferencia em sua agressão entre os vivos e os mortos do nosso povo".
Já no segundo comunicado, publicado no contexto do Dia Mundial da Alimentação, o movimento alertou que "100% da população de Gaza — aproximadamente 2,23 milhões de pessoas — enfrenta altos níveis de insegurança alimentar aguda", conforme dados da Classificação Integrada de Fases de Segurança Alimentar (IPC).
O Hamas também citou números das Nações Unidas que indicam que mais de 54 mil crianças sofrem de desnutrição severa em meio ao bloqueio imposto ao território.
O grupo pediu à ONU, ao Conselho de Direitos Humanos e a organizações internacionais que investiguem os casos denunciados e responsabilizem os líderes israelenses por crimes contra a humanidade.