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Maduro mobiliza 468 unidades de Milícias em Caracas e Miranda para defesa territorial

Operação Independência 200 avança com apoio militar, policial e popular para garantir segurança territorial.
Maduro mobiliza 468 unidades de Milícias em Caracas e Miranda para defesa territorialGettyimages.ru / Jesus Vargas

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta quarta-feira (15) a ativação da Zona Operativa de Defesa Integral (ZODI) nos territórios de Caracas e do estado de Miranda.

A mobilização faz parte da chamada Operação Independência 200 e envolve uma aliança entre forças militares, policiais e populares para garantir a segurança nacional e a estabilidade regional.

Caracas é a capital da Venezuela e também sua cidade mais populosa. Já Miranda é um dos estados do país e circunda o Distrito Capital, integrando áreas da região metropolitana de Caracas. Juntas, essas duas regiões concentram cerca de sete milhões de habitantes.

Em áudio divulgado em seu canal no Telegram, Maduro explicou que o objetivo da mobilização é garantir a proteção de comunidades, infraestrutura essencial e reforçar a unidade popular.

"Estamos ativando a zona de defesa integral de Caracas e Miranda, um conglomerado populacional amplo, de gente boa, trabalhadora e estudiosa", afirmou.

O presidente também citou áreas estratégicas onde a defesa foi acionada: "Desde Catia até Barlovento, desde Petare até La Pastora, desde Caricuao até os Valles del Tuy, passando pelos Altos Mirandinos. A paz é nosso destino, nossa benção".

468 unidades de milícia em ação

O vice-presidente setorial de Política, Segurança Cidadã e Paz, Diosdado Cabello, informou que 468 unidades de milícia foram ativadas apenas no estado de Miranda. "Nos corresponde fazer uma avaliação em cada uma das regiões mirandinas como Guarenas, Guatire, Barlovento, Altos Mirandinos, Valles del Tuy, entre outras", afirmou Cabello, durante pronunciamento no Gran Muro de Petare.

Segundo ele, a operação visa proteger o território nacional de ameaças externas. "Eles sabem, os imperialistas, os traidores da pátria, os que esperam que venham fazer o trabalho por eles com uma invasão, que em qualquer circunstância nós manteremos a unidade nacional", declarou.

Apesar de levarem o mesmo nome, as milícias na Venezuela e no Brasil têm naturezas e propósitos distintos. No Brasil, tratam-se de organizações criminosas formadas por ex-agentes de segurança que atuam paralelamente ao Estado, explorando economicamente comunidades por meio de extorsão, grilagem de terras e serviços clandestinos.

Já na Venezuela, a milícia é uma força paramilitar oficialmente vinculada ao governo, composta por civis armados que apoiam as Forças Armadas e exercem funções de segurança e controle social.

Enquanto no Brasil as milícias desafiam o Estado, na Venezuela elas são instrumento dele.

Caracas: foco em infraestrutura e serviços

A prefeita de Caracas, Carmen Meléndez, confirmou que a capital ativou as 27 ações territoriais previstas na Operação Independência 200.

A operação prevê proteção de áreas estratégicas, como redes elétricas, estações de bombeamento, telecomunicações, hospitais, distribuição de medicamentos e transporte urbano.

"Vamos trabalhar neste grande desdobramento para preservar as forças e os meios da nossa FANB. Os corpos de segurança, bombeiros, Defesa Civil e forças policiais atuarão juntos", destacou Meléndez.

O chefe de Governo de Caracas, Nahum Fernández, afirmou que a cidade está preparada para enfrentar qualquer ameaça. "Devemos ativar com disciplina as 27 ações estratégicas para que vejam como nossa cidade se defende", disse.