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Grande vazamento de dados expõe fraquezas na segurança cibernética de país da OTAN

Além de afetar instituições governamentais, foram descobertas tentativas de venda de documentos militares relacionados ao país e à aliança militar.
Grande vazamento de dados expõe fraquezas na segurança cibernética de país da OTANGettyimages.ru

Mais de 700 acessos a endereços de e-mail do governo britânico foram divulgados na 'dark web' neste ano, expondo "lacunas perigosas" na segurança cibernética do Reino Unido, expôs o relatório da plataforma NordStellar, obtido pelo jornal britânico The Independent.

O Ministério da Justiça foi o mais afetado, seguido pelo Ministério do Trabalho e Pensões e pelo Ministério da Defesa. Pequenos vazamentos também foram registrados no Ministério do Interior, no Ministério das Relações Exteriores, no Ministério dos Transportes e no Parlamento.

A reportagem indica que os vazamentos podem ser utilizados para acessar "registros policiais, dados confidenciais de cidadãos do Reino Unido ou redes de infraestrutura".

O Diretor de Produtos da NordStellar, Vakaris Noreika, alertou para o risco crescente de novos vazamentos, explicando que senhas comprometidas podem dar aos hackers acesso a sistemas críticos, como de bancos de dados da polícia a redes de suporte à vida, e pediu que as vulnerabilidades sejam abordadas com urgência.

Resposta lenta

De acordo informações divulgadas pelo Escritório Nacional de Auditoria do Reino Unido, a resposta a ataques cibernéticos direcionados a serviços governamentais essenciais, incluindo ameaças, credibilidade e regulamentação, foi lenta.

Este não é o primeiro incidente de vazamentos na história recente do país. Um caso semelhante ocorreu em 2022, quando o Ministério de Defesa enviou dados sigilosos de milhares de afegãos que trabalharam para o governo britânico para um e-mail externo.

As informações foram publicadas em redes sociais no ano seguinte e o governo respondeu somente em 2024 com a criação de um programa de realocação das vítimas para seu território.

O ministro da defesa John Healy comentou sobre a ocorrência no parlamento britânico apenas neste ano, após a suspensão da confidencialidade judicial. Healy, na ocasião, apresentou um pedido de desculpas oficial do governo do Reino Unido.