Vínculos sociais contribuem para envelhecimento saudável e vida longa, revela pesquisa

Depois de analisar dados de milhares de participantes, pesquisadores identificaram a interação mútua entre vínculos sociais e sua relação com a saúde.

A vida social desempenha um papel protetor na saúde, afirma um estudo conduzido nos Estados Unidos e publicado na revista Brain, Behavior, & Immunity.

Os pesquisadores coletaram dados de mais de 2 mil adultos e examinaram a relação entre conexões sociais e diversos indicadores de envelhecimento. A pesquisa, assim, mapeou relações nos meios familiar, religioso, afetivo e comunitário em diferentes contextos socioeconômicos, e cruzou com dados fisiológicos dos participantes.

Os cientistas concluíram que boas relações contribuem para a saúde. A pesquisa revelou que tendências inflamatórias e degenerativas, próprias do envelhecimento, apresentaram uma diminuição significativa em maiores níveis de integração social.

Em entrevista ao jornal da Universidade de Cornell, Anthony Ong, um dos autores da pesquisa, afirmou que boas relações contribuem para um evelhecimento celular lento.

"Pessoas com conexões sociais mais ricas e duradouras literalmente envelhecem mais lentamente no nível celular. Envelhecer bem significa se manter saudável e conectado. São coisas inseparáveis", declarou.

O trabalho segue a linha de publicações anteriores dos pesquisadores, que identificaram que a longevidade também é outro fator afetado positivamente pela vida social.

Vínculos sociais são investimento

Os pesquisadores utilizam o conceito de "vantagens sociais acumuladas", que permite o olhar mais amplo para diversas interações – afeto, família, comunidade e religião – e a mútua influência entre elas. Ou seja, a pesquisa reafirma que boas relações se acumulam no tempo e que os campos da vida social prosperam reciprocamente.

Um contato mais ativo com a família pode contribuir para o apoio emocional, uma relação mais profunda com a fé pode levar a um engajamento maior em espaços coletivos, e assim por diante. Os vínculos sociais se comportam como investimentos, revela a pesquisa, gerando frutos emocionais e também biológicos.

"Não se trata apenas de ter amigos hoje. Mas sim como suas conexões sociais cresceram e se aprofundaram ao longo da sua vida. Esse acúmulo molda sua trajetória de saúde de maneiras perceptíveis", enfatizou o pesquisador.