Burkina Faso prende funcionários de ONG europeia acusados de conduzir rede de espionagem

A organização estava no país desde 2019, mas teve suas atividades suspensas no final de julho deste ano por um período de três meses, acusada de recolher dados sensíveis sem autorização.

Oito funcionários da Organização Internacional de Segurança para ONGs (INSO, na sigla em inglês) foram presos em Burkina Faso na noite da última terça-feira (7), informou a agência de notícias Reuters. Eles são acusados de integrar uma rede de espionagem.

Anteriormente, as operações da organização já haviam sido suspensas por supostamente coletar dados confidenciais sem autorização. Entre os detidos estão dois cidadãos franceses, um tcheco, um malinês e quatro naturais de Burkina Faso.

O ministro da Segurança de Burkina Faso, Mahamadou Sana, condenou o comportamento da organização em uma coletiva de imprensa na terça-feira, afirmando que ela violou as leis nacionais ao obter dados sigilosos e que essas ações "constituíam uma rede de espionagem em Burkina Faso".

Segundo Sana, os funcionários já vinham sendo monitorados há algum tempo e foram detidos graças à cooperação da população local.

A INSO estava no país desde 2019, mas teve suas atividades suspensas no final de julho deste ano por um período de três meses, depois de, segundo Sana, "recolher dados sensíveis sem autorização".

Em entrevista à Reuters, Anthony Neal, representante da INSO, contestou as acusações contra a organização e explicou que as informações fornecidas pela entidade, cuja sede fica nos Países Baixos, ajudam as ONGs humanitárias a tomar decisões de planejamento voltadas à segurança.