Pressionada no Parlamento Europeu, von der Leyen acusa Putin de 'incitar divisão' na Europa

Ao se defender de duas moções de censura, a chefe da Comissão Europeia defendeu sua gestão e alegou que o bloco precisa manter "coesão política" diante de "ameaças externas" e "críticas internas" crescentes.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, fez acusações contra o presidente russo Vladimir Putin durante um debate nesta segunda-feira (6) sobre as duas moções de censura que enfrenta no Parlamento Europeu.

Em sua defesa, ela afirmou que, em um momento em que os adversários da União Europeia estariam "prontos para explorar qualquer divisão" e "incitar ativamente essas divisões", o bloco deveria reagir com coesão política. "O objetivo dessa unidade não é necessariamente concordar em todos os detalhes", disse.

Von der Leyen mencionou a aparição de drones não identificados no espaço aéreo de países europeus, e culpou a Rússia, embora sem apresentar provas. Ela mencionou ainda o discurso recente de Putin, no qual o presidente russo afirmou que a guerra na Ucrânia segue sem solução e responsabiliza a Europa por intensificar o conflito.

Ao citar o pronunciamento de Putin, ela alertou os parlamentares: "Tudo isso para colocar os europeus uns contra os outros, tentando nos fazer baixar a guarda enquanto lutamos entre nós, enfraquecendo nossa determinação e resiliência." E concluiu: "Isso é uma armadilha. Não podemos cair nela."