
Assassino de refugiada ucraniana pode ser executado por fuzilamento com nova lei norte-americana

Foi sancionada na sexta-feira (3), na Carolina do Norte, a chamada "Lei Irina", que põe fim às restrições legais que suspenderam a pena de morte no estado norte-americano ainda em 2006. A informação foi publicada pelo jornal New York Post.
A iniciativa homenageia, de forma póstuma, a refugiada ucraniana Irina Zarutskaya, assassinada aos 23 anos em um trem na Carolina do Norte em agosto deste ano. O autor do crime, Decarlos Brown Jr., de 34 anos, já tinha sido preso outras 14 vezes antes de esfaquear a jovem até a morte. Diagnosticado com esquizofrenia, Brown Jr. passou mais de uma década detido entre idas e vindas.

O projeto de lei foi aprovado por ampla maioria na Assembleia Legislativa do Estado de Tar Heel, onde os republicanos dominam ambas as câmaras, e sancionado pelo governador Josh Stein. Membro do Partido Democrata, o governador manifestou preocupação com a emenda, que poderia permitir até mesmo execuções por pelotões de fuzilamento, afirmando que a alteração não será implementada durante sua gestão.
"É bárbaro. Não haverá pelotões de fuzilamento na Carolina do Norte durante meu mandato como governador. Além dessas preocupações específicas com a legislação, estou preocupado com sua falta de ambição ou visão", disse Stein.
Além de expandir os métodos de execução considerados constitucionais no estado, atualmente restritos à injeção letal, a reforma penal também eleva os requisitos para liberdade pré-julgamento em casos de crimes violentos e restringe certos tipos de fiança sem pagamento.
