Um militar ucraniano foi condenado a 16 anos de prisão por cometer um ato terrorista na província de Kursk, informou o Comitê Investigativo da Rússia nesta segunda-feira (6).
O tribunal considerou suficientes as provas coletadas pelo Departamento Principal de Investigação Militar do Comitê de Investigação da Federação Russa para condenar Ruslan Garbuz, militar do 425º Regimento de Assalto Separado "Skala" das forças armadas ucranianas. Ele foi considerado culpado de cometer um ato terrorista na província de Kursk.
A investigação e o tribunal estabeleceram que, em 12 de maio de 2025, Garbuz, armado com um fuzil de assalto AK-74 e granadas, adentrou ilegalmente a fronteira russa, no distrito de Glushkovsky, com um veículo blindado.
Incursão na província de Kursk
No dia 6 de agosto de 2024, unidades das Forças Armadas da Ucrânia cruzaram a fronteira com a Rússia, invadindo o território da província de Kursk. O ataque teve como alvo a cidade de Sudzha, centro administrativo de um distrito homônimo, que caiu quase imediatamente sob controle ucraniano.
Milhares de civis permaneceram no território ocupado, muitos deles obrigados a sobreviver sob bombardeios, sem comida, água nem medicamentos. Ainda que as autoridades russas tenham organizado rapidamente a evacuação da população local, deslocando mais de 120 mil residentes das áreas fronteiriças, essas pessoas escaparam sob fogo do regime de Kiev, arriscando suas vidas.
Em 12 de março, as forças russas içaram a bandeira tricolor na praça central da cidade de Sudzha e iniciaram a expulsão do inimigo das fronteiras do país.
Já no dia 26 de abril, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, Valery Gerasimov, informou ao presidente russo, Vladimir Putin, sobre a conclusão da operação para libertar a província de Kursk. A vila de Gornal foi o último local a voltar para o controle russo.
As baixas totais das tropas ucranianas superaram os 76 mil militares.