África do Sul exige libertação de ativistas detidos por Israel

Seis sul-africanos, incluindo o neto do ex-presidente Nelson Mandela, estavam na missão de ajuda humanitária antes da interceptação.

A África do Sul exigiu a libertação imediata de ativistas, incluindo pelo menos três de seus cidadãos, detidos por Israel enquanto estavam a bordo de uma flotilha que transportava ajuda humanitária para Gaza.

"A interceptação da flotilha em águas internacionais contradiz ao direito internacional e viola a soberania de todas as nações cuja bandeira estava hasteada nas dezenas de navios da flotilha", afirmou o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa no comunicado .

Conforme o líder do país, a ação "viola uma liminar do Tribunal Internacional de Justiça (CIJ) que determina que a ajuda humanitária deve fluir sem impedimentos".

A Flotilha Global Sumud partiu da Espanha há um mês com pessoas de 44 países a bordo para desafiar o bloqueio naval israelense ao enclave palestino. Na noite de quinta-feira (2), os organizadores disseram que 42 barcos foram "interceptados ilegalmente" e seus passageiros "sequestrados".

Estima-se que 443 pessoas foram detidas nos barcos, muitas das quais teriam sido atacadas com canhões de água pelas forças navais israelenses. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da África do Sul, seis sul-africanos, incluindo o neto do ex-presidente Nelson Mandela, Nkosi Zwelivelile 'Mandla' Mandela, estavam na missão de ajuda humanitária antes da interceptação.