
'Se somos um tigre de papel, o que é a própria OTAN?': Putin sobre sucessos do exército russo no front

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, comentou as declarações de seu homólogo americano, Donald Trump, durante sua intervenção no 22º Fórum Internacional de Discussões Valdai.
"Estamos avançando, nos sentimos seguros, e somos um 'tigre de papel'? O que é a própria OTAN, então?", questionou Putin nesta quinta-feira (2).
Nesse sentido, o presidente disse que desconhece o contexto dessas declarações e que provavelmente Trump se expressou com ironia: "Então ele disse ao seu interlocutor: 'bem, isso é um tigre de papel', e depois o que pode seguir: 'bem, vá e entenda-se com esse tigre de papel'. E aí, veja, tudo acontece de maneira diferente", acrescentou.

Na semana passada, Trump afirmou que a Ucrânia é capaz de continuar lutando com o apoio da União Europeia, podendo até mesmo recuperar os novos territórios russos sobre os quais tem reivindicações.
"A Rússia leva três anos e meio lutando sem rumo em uma guerra que uma potência militar real teria vencido em menos de uma semana. Isso não é característico da Rússia. Na verdade, faz com que ela pareça um 'tigre de papel'", declarou Trump, ressaltando que, segundo ele, a Rússia sofre uma série de problemas econômicos.
Na semana passada, o chefe do Estado-Maior Geral das Forças Armadas e primeiro vice-ministro da Defesa da Rússia, general Valery Guerasimov, avaliou a situação atual no front, enfatizando que as tropas do país "estão avançando praticamente em todas as direções".
A Rússia está pronta para um acordo
Putin afirmou repetidamente que seu país está pronto para o diálogo e para um acordo, mas insistiu na necessidade de abordar as causas fundamentais do conflito, como a expansão da OTAN e a discriminação contra os falantes de russo na Ucrânia.
O presidente russo também afirmou que Moscou está disposta a encontrar uma solução para a crise, enquanto que o Ocidente e Kiev buscam prolongar o conflito. Quanto à Ucrânia, Putin sempre denuncia que "o atual regime de Kiev não precisa de paz de forma alguma": "O mais provável é que a paz signifique para ele a perda do poder", explicou em junho.

