
Conflito da Ucrânia é a 'nossa guerra', diz premiê polonês

Durante o Fórum de Segurança em Varsóvia nesta segunda-feira (29), o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, afirmou que o conflito na Ucrânia representa uma ameaça ao ocidente, informou a mídia local.
Tusk destacou que o conflito entre Kiev e Moscou "também é nossa guerra", declarando que uma derrota da Ucrânia teria consequências de longo prazo para a Europa, os Estados Unidos e outras regiões do mundo.

"Devemos mostrar solidariedade; quando mostramos solidariedade, não perderemos", afirmou o primeiro-ministro, que possui uma postura pro-Kiev.
O chefe de governo reforçou a importância da unidade entre a União Europeia, a OTAN e os países transatlânticos, em meio a alertas sobre possíveis "rachaduras" na comunidade transatlântica. Para Tusk, a prioridade é demonstrar que a Europa é capaz de se mobilizar para uma ação eficaz.
"É por isso que tomamos a decisão de armar a Polônia e modernizar o exército polonês em larga escala, porque sabemos que precisamos contar conosco mesmos", complementou.
- Na quinta-feira (25), o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou que o conflito na Ucrânia foi provocado pelo Ocidente, com OTAN e União Europeia já tendo declarado "uma guerra de fato" contra Moscou.
- Em discurso na Assembleia Geral da ONU no sábado (27) , Lavrov negou que Moscou tenha planos de atacar a OTAN nos próximos anos. Ele afirmou que a Rússia já havia proposto diversas vezes aos países membros da aliança a criação de "garantias de segurança juridicamente vinculativas" na Europa, mas que suas ofertas foram ignoradas.
