A República Popular Democrática da Coreia (RPDC) não renunciará, sob nenhuma circunstância, ao seu potencial nuclear, declarou nesta segunda-feira (29) o vice-ministro das Relações Exteriores do país, Kim Son-gyong, durante seu discurso na 80ª Assembleia Geral da ONU.
"Nunca abriremos mão de nosso potencial nuclear, que é nossa lei estatal, nossa política nacional e nosso poder soberano, bem como nosso direito de existir. Sob nenhuma circunstância vamos abandonar essa posição", afirmou o vice-ministro.
Além disso, o diplomata condenou os exercícios militares dos Estados Unidos com a Coreia do Sul e o Japão, o que Pyongyang considera uma ameaça.
"Em nenhum lugar do mundo podemos encontrar um local como a península da Coreia, onde o Estado com as maiores armas nucleares do mundo e suas forças aliadas realizam exercícios de guerra bilaterais e multilaterais durante todo o ano, e até mesmo realizam simulações de guerra real que reproduzem o uso de armas nucleares dirigidas contra um Estado soberano, mobilizando imensas forças combinadas multinacionais e os mais recentes ativos estratégicos", acrescentou.
A primeira delegação na ONU em 7 anos
A Coreia do Norte enviou uma delegação de alto nível à Assembleia Geral das Nações Unidas pela primeira vez em 7 anos desde 2018. Após o fracasso das negociações com os Estados Unidos sobre o arsenal nuclear do país em 2019, a RPDC deixou de enviar delegações para participar do evento.
O discurso ocorre no último dia da 80ª Assembleia Geral da ONU, que começou em 21 de setembro em Nova York. Entre as questões pendentes que foram debatidas durante o evento estão a situação na Faixa de Gaza e o Estado palestino, a Ucrânia, o Sudão e outros conflitos armados, juntamente com as mudanças climáticas, a igualdade das mulheres e a inteligência artificial.