
México e EUA lançam iniciativa conjunta 'histórica' contra tráfico de armas

Os governos dos Estados Unidos e do México lançaram, nesta semana, a 'Iniciativa Unidos contra el Tráfico de Armas', que prevê, dentre outras medidas, o aumento nas operações de fronteira, além de um maior compartilhamento de informações e agilidade em investigações bilaterais.
Washington classificou o marco como um ''novo capítulo de cooperação em segurança, baseado em interesses comuns, reafirmando sua visão compartilhada por uma região mais segura e próspera''.

A principal novidade é a expansão do uso do eTrace no México. Desenvolvido pelo Bureau of Alcohol, Tobacco, Firearms and Explosives (ATF) dos EUA, o sistema rastreia armas recuperadas em cenas de crime. Até agora, apenas alguns estados mexicanos o utilizavam, devido a dificuldades de adaptação e à falta de treinamento técnico.
Como parte do acordo, Washington prometeu intensificar as inspeções para frear o fluxo de armas rumo ao sul.
"O grupo também anunciou a criação de um grupo de trabalho bilateral para combater o financiamento ilegal transfronteiriço e cooperar na apreensão de bens civis", lê-se em um comunicado oficial americano.
Inversão na retórica?
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, celebrou o acordo em uma coletiva de imprensa na cidade de Mazatlán.
"Em Washington sempre dizem que o foco são drogas ou fluxos migratórios, mas agora colocamos como prioridade as armas que vêm dos EUA para o México", observou a presidente, citada pela mídia hispânica.
Ela reforçou que com acordo, "os EUA vão reforçar operações em seu território para controlar a passagem de armas. Nunca havia acontecido algo assim".
Em declaração semelhante, o embaixador dos EUA no México, Ronald Johnson, classificou a iniciativa como "uma cooperação histórica".

