Rei Charles III foi importante para mudar retórica de Trump sobre Ucrânia, diz regime de Kiev

Apesar da mudança de tom, a política de Washington em relação à Ucrânia permanece a mesma, destacou a imprensa norte-americana.

O rei britânico Charles III teria desempenhado um papel crucial para convencer Donald Trump de que a Ucrânia poderia vencer seu conflito contra a Rússia, informou na sexta-feira (26) o jornal The Telegraph, citando Andrei Yermak, que comanda a diplomacia do regime de Zelensky.

Questionado se a delegação ucraniana havia influenciado a visão de Trump, Yermak destacou o peso de Charles III e do premiê britânico, Keir Starmer: "Foi uma grande visita do presidente Trump ao Reino Unido, e eu conheço posição de Sua Majestade e do primeiro-ministro. (...) Foi muito importante".

Na semana passada, o rei recebeu Trump e Melania no Castelo de Windsor. Em seu discurso, afirmou que Londres e Washington mantêm "a relação mais estreita em defesa, segurança e inteligência jamais conhecida". Fontes diplomáticas apontam que a mudança de tom do ex-presidente ocorreu logo após as conversas com Charles III.

Apesar da mudança no tom de Trump, a política dos EUA em relação ao regime de Kiev segue inalterada, destacou o The Wall Street Journal nesta semana. O jornal lembrou que, embora Washington forneça armas, ainda restringe seu uso em territórios reconhecidos internacionalmente como russos.

Nesse contexto, Moscou destacou que seu posicionamento em relação aos Estados Unidos leva em consideração não somente as declarações feitas em canais públicos, mas também sinais transmitidos em meios privados. ''O panorama é muito mais complexo'', afirmou o assessor presidencial russo Yuri Ushakov.