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Petro diz que 'não se importa' com revogação de visto americano e sugere alteração da sede da ONU

Para o presidente colombiano, o governo Trump já não respeita as leis internacionais.
Petro diz que 'não se importa' com revogação de visto americano e sugere alteração da sede da ONUGettyimages.ru / Gabriel Aponte

Gustavo Petro, presidente da Colômbia, demonstrou indiferença diante da decisão do governo Trump de suspender seu visto norte-americano, lembrando que também possui passaporte europeu e, por isso, pode recorrer ao Electronic System for Travel Authorization (ESTA), que o dispensa da necessidade de visto.

"Cheguei a Bogotá. Não tenho mais visto para viajar para os EUA. Não me importo. Não preciso de visto, apenas de um ESTA, porque não sou apenas um cidadão colombiano, mas também um cidadão europeu, e realmente me considero uma pessoa livre no mundo", escreveu o presidente na plataforma X neste sábado (27).

Em uma publicação realizada horas antes, Petro afirmou que o tratamento imposto por Washington ''viola todas as regras'' que fundamentam o funcionamento da Assembleia Geral da ONU. Ele lembrou que ''os presidentes presentes na Assembleia recebem imunidade completa, e o governo dos EUA não pode influenciar a opinião pública dos EUA''.

O mandatário lembrou que, além de seu caso, Washington também revogou o visto do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que teve de realizar seu discurso por videoconferência. Segundo ele, a situação demonstra que o governo dos EUA já não respeita o direito internacional.

''A sede das Nações Unidas não pode permanecer em Nova York'', concluiu.

Entenda:

Na sexta-feira (26), Washington anunciou que revogaria o visto do mandatário colombiano, o acusando de ''ações imprudentes e incendiárias''.

Mais cedo, Petro e Roger Waters, ex-baixista do Pink Floyd, participaram de grandes manifestações em Nova York contra as ações militares de Israel. Na ocasião, o presidente colombiano conclamou soldados norte-americanos a desobedecer às ordens de Trump e a "não apontarem seus rifles contra a humanidade".