O governo de Donald Trump revogou nesta segunda-feira (22) o visto do advogado-geral da União, Jorge Messias, e de outras cinco autoridades brasileiras ligadas ao Supremo Tribunal Federal (STF).
"Diante desta agressão injusta, reafirmo meu integral compromisso com a independência constitucional do nosso Sistema de Justiça e recebo sem receios a medida especificamente contra mim dirigida. Continuarei a desempenhar com vigor e consciência as minhas funções em nome e em favor do povo brasileiro", escreveu Messias em sua rede X.
Informações divulgadas pela agência Reuters mostram que os vistos revogados pertencem a autoridades brasileiras ligadas ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, entre eles:
- José Levi, ex-AGU e ex-secretário-geral de Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE);
- Benedito Gonçalves, ex-ministro do TSE e corregedor-geral da Justiça Eleitoral (atuou durante o mandato de Moraes como presidente do tribunal);
- Airton Vieira, juiz auxiliar de Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF)
- Marco Antonio Martin Vargas, ex-juiz auxiliar de Moraes no TSE
- Rafael Henrique Janela Tamai Rocha, juiz auxiliar de Moraes.
A medida é interpretada como retaliação à condenação do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão.