Trabalho infantil tem redução entre beneficiários do Bolsa Família

Entre 2016 e 2024, taxa caiu de 7,3% para 5,2% em lares do programa, enquanto no restante a redução foi menor, de 5,2% para 4,3%.

A redução do trabalho infantil é mais expressiva entre crianças e adolescentes de famílias beneficiárias do Bolsa Família, informou a Agência Brasil nesta sexta-feira (19).

Em 2024, 717 mil crianças e menores de 5 a 17 anos em domicílios com o programa estavam envolvidas em trabalho infantil, o que representa 5,2% do total, ante 7,3% em 2016.

Sem distinção por benefícios, a taxa nacional atual é de 4,3%, totalizando 1,65 milhão de crianças e adolescentes, contra 5,2% em 2017, reduzindo a diferença em relação aos beneficiários de 2,1% para 0,9% em sete anos.

Critérios da pesquisa

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) seguiu diretrizes da Organização Internacional do Trabalho (OIT), incluindo atividades informais e jornadas excessivas.

A OIT define trabalho infantil como aquele que prejudica saúde, desenvolvimento e escolarização.

No país, é proibido trabalho até os 13 anos; de 14 a 15 anos, apenas na condição de aprendiz; aos 16 e 17 anos, há restrições quanto a trabalhos não registrados, bem como de trabalhos noturnos, insalubres ou perigosos.

"É interessante observar que, ao longo da série histórica, as crianças e adolescentes de domicílios beneficiados pelo Bolsa Família tiveram redução mais acentuada do percentual em situação de trabalho infantil", destacou o pesquisador do IBGE Gustavo Fontes.