Paulinho da Força (Solidariedade-SP) declarou em entrevista divulgada pelo Globo na quinta (18) que buscará os membros da Câmara e do Senado para a elaboração de um texto que reflita um consenso.
Designado como relator do projeto de anistia que foi aprovado com urgência na Câmara, o deputado Paulinho rejeita a ideia de conceder um perdão amplo e irrestrito aos participantes dos eventos de 8 de janeiro, conforme solicitado pela oposição.
Ele declarou não ser possível "salvar individualmente" o ex-presidente Jair Bolsonaro e que, antes de finalizar o texto, irá dialogar com as bancadas da Casa e do Senado, além de membros do Supremo Tribunal Federal (STF), caso existam conflitos para a aprovação.
Ele afirmou ser amigo de longa data do ministro Alexandre de Moraes desde o tempo em que este era advogado e Paulinho era sindicalista.
Uma das opções em debate é a diminuição das penas, mas Paulinho afirma que só irá tratar do conteúdo depois de chegar a um acordo com o Congresso. Além disso, informou que pode se reunir com setores do executivo federal e de alguns estados e que o principal objetivo é "pacificar o país".