
Embaixada dos EUA compartilha mensagem contra Moraes: 'descontrolado'

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil compartilhou nesta quarta-feira (17) uma publicação do vice-secretário de Estado, Christopher Landau, em que critica a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Inicialmente, Landau respondeu a uma mensagem de Jason Miller, estrategista da campanha eleitoral do atual presidente Donald Trump. Miller criticava a emissão de um mandado de prisão preventiva para Flávia Magalhães, uma cidadã norte-americana naturalizada que vive há 22 anos nos EUA.

O vice-secretário acusou o Brasil de permitir que Moraes, caracterizado como um "descontrolado ministro", "dobre a aposta em seu abuso do processo judicial para perseguir uma agenda descaradamente política". Landau enfatizou que as medidas do magistrado não surtirão efeito em teritório norte-americano, declarando que o ministro busca "estender seu regime de censura".
Além disso, Landau ainda disse que Brasília deve agir antes que Moraes "destrua completamente a relação que nossos grandes países desfrutam há mais de dois séculos", apontando-o como responsável pela deterioração nas relações bilaterais.
Contexto da decisão
Flávia Magalhães realizou uma série de publicações criticando a atuação de Moraes, incluindo a suspensão de plataformas norte-americanas como o X e o Rumble, e atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A acusada alegou que ambos praticavam "censura".
Ao determinar a detenção de Flávia em fevereiro de 2024, Moraes citou o "descumprimento de decisões" proferidas anteriormente, incluindo a contínua divulgação de "notícias fraudulentas nas redes sociais". Também mencionou o uso de seu passaporte norte-americano "para ingressar e sair do país sem se submeter às autoridades nacionais", em referência a uma viagem ao Brasil em dezembro de 2023. O magistrado argumentou que seu comportamento "evidencia sua intenção em se furtar ao cumprimento da lei".
O advogado de Flávia, Paulo Faria, argumenta que a detenção tem motivação política, afirmando que as solicitações da defesa para acessar os documentos do caso foram negados.
