
Promotores pedem pena de morte para suspeito do assassinato de Charlie Kirk

Tyler Robinson, jovem acusado de atirar e matar o ativista conservador Charlie Kirk, foi acusado por homicídio qualificado nesta terça-feira (16). Segundo a lei do estado de Utah, onde o julgamento está sendo realizado, o crime pode levar à pena de morte.
O promotor do condado de Utah, Jeff Gray, declarou que irá apresentar uma nota de intenção para solicitar a pena capital para Robinson.

"Não tomo essa decisão levianamente, e é uma decisão que tomei de forma independente como promotor do condado, com base apenas nas evidências disponíveis, nas circunstâncias e na natureza do crime", afirmou Gray em uma coletiva de imprensa para anunciar as acusações e detalhar as evidências preliminares da investigação.
A Promotoria de Utah comunicou que o DNA de Robinson foi encontrado no gatilho do rifle usado para matar Kirk. O jovem suspeito também foi acusado de disparo de arma de fogo, que pode acarretar prisão perpétua, e obstrução de justiça, com punição de até 15 anos de prisão.
Além disso, a promotoria mencionou outras provas que vinculam Robinson ao assassinato: mensagens de texto entre Robinson e sua colega de quarto, entrevistas com a família do suspeito e provas físicas que, segundo ele, foram recolhidas no local do tiroteio e em outros locais relevantes.
No fim de semana, o governador local, Spencer Cox, afirmou que Robinson, de 22 anos, não confessou perante as autoridades nem cooperou com a investigação desde que foi detido.
Por sua parte, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, declarou na segunda-feira (16) que o suspeito poderia cumprir a pena de morte por fuzilamento, um dos métodos aplicáveis no estado de Utah para a pena capital. Também destacou que os promotores federais, assim como as autoridades estaduais, solicitarão a pena máxima ao crime.
