Notícias

EUA lançam maior ofensiva marítima desde 1970 para conter influência da China em portos globais

A Casa Branca vê o controle chinês sobre diversas redes de portos no mundo como uma ameaça em caso de um conflito.
EUA lançam maior ofensiva marítima desde 1970 para conter influência da China em portos globaisGettyimages.ru / Chunyp Wong

Os Estados Unidos lançaram sua mais ampla iniciativa marítima desde os anos 1970 para reduzir a presença da China em portos estratégicos ao redor do mundo, informou nesta terça-feira (16) a agência Reuters.

Segundo fontes ouvidas pela agência, a Casa Branca vê a rede de portos controlada por empresas chinesas como risco direto à segurança nacional, especialmente em caso de guerra.

A avaliação em Washington é de que os EUA dependem excessivamente de navios e terminais estrangeiros para apoio logístico, enquanto a frota comercial americana não teria capacidade suficiente para atender demandas militares em um conflito.

Plano de Washington

A iniciativa busca incentivar empresas privadas americanas e de países aliados a comprar participações hoje controladas por companhias chinesas. Um exemplo citado é o interesse de grandes instituições financeiras ocidentais em ativos da CK Hutchison, de Hong Kong, que opera terminais em 23 países, incluindo o Canal do Panamá.

Além da América Central, autoridades americanas demonstram preocupação com a presença chinesa em portos no Caribe, no Mediterrâneo, na Grécia e na Espanha, além de instalações na Costa Oeste dos EUA.

China reage

A missão diplomática chinesa em Washington negou intenção de usar os portos visando uma estratégia de contenção militar, afirmando que suas atividades seguem normas internacionais.

O governo da China acusou os EUA de promover a "teoria da ameaça chinesa" para pressionar aliados a se alinharem à política americana de reorganização das cadeias de suprimento.