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Javier Bardem defende a Palestina no Emmy: 'não posso trabalhar com quem apoia genocídio'

O ator espanhol, que já venceu o Oscar de melhor ator coadjuvante em 2008, usava um keffiyeh, tradicional lenço palestino.
Javier Bardem defende a Palestina no Emmy: 'não posso trabalhar com quem apoia genocídio'Gettyimages.ru

O ator espanhol Javier Bardem se manifestou, no tapete vermelho da cerimônia do Emmy no domingo (14), em apoio à Palestina e pediu o fim da ofensiva israelense na Faixa de Gaza. Bardem, que já venceu o Oscar de melhor ator coadjuvante em 2008, usava um keffiyeh, tradicional lenço palestino.

Em entrevista à revista Variety, o ator referenciou a Associação Internacional de Acadêmicos de Genocídio (IAGS), que classificou recentemente as ações de Israel na região como um "genocídio". Nesse sentido, defendeu um bloqueio comercial e diplomático contra Israel, bem como a imposição de sanções a Tel Aviv. Ele concluiu seu discurso com a frase "Palestina livre".

Na semana anterior ao evento, 3.900 pessoas da indústria cinematográfica assinaram uma petição organizada pelo grupo "Trabalhadores do Cinema pela Palestina", afirmando que não seguirão trabalhando com instituições e companhias envolvidas "no genocídio e apartheid contra o povo palestino".

Ao comentar o documento, Bardem reforçou que o grupo "não tem como alvo indivíduos com base em sua identidade", mas sim "empresas cinematográficas e instituições cúmplices, que ajudam a encobrir ou justificar o genocídio e o regime de apartheid".

"Eu não posso trabalhar com alguém que justifica ou apoia o genocídio. É simples assim. Nós não devemos permitir isso, nessa indústria ou em qualquer outra", complementou.