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China faz forte alerta para possível golpe da OTAN contra sua economia

Pequim tomará medidas retaliatórias decisivas se os países da Aliança, sob pressão dos EUA, tentarem impor tarifas sobre as compras de petróleo russo.
China faz forte alerta para possível golpe da OTAN contra sua economiaGettyimages.ru

Em resposta a alegações de que países do G7 e da OTAN consideram impor tarifas à China por importações de petróleo russo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, afirmou nesta segunda-feira (15) que Pequim dará uma resposta decisiva e defenderá sua soberania e interesses nacionais caso sejam prejudicados.

"Se os direitos e interesses legítimos da China forem prejudicados, ela retaliará com firmeza e salvaguardará sua soberania, segurança e interesses de desenvolvimento", disse, destacando a oposição ao "abuso de sanções unilaterais ilegais" contra o país.

Lin Jian afirmou ainda que a cooperação econômica, comercial e energética com países ao redor do mundo, incluindo a Rússia, é "legítima e irrepreensível".

"As ações dos EUA constituem intimidação unilateral típica e coerção econômica, que minam seriamente as normas do comércio internacional e ameaçam a segurança e a estabilidade das cadeias industriais e de suprimentos globais", acrescentou.

Conflito ucraniano

Sobre a crise ucraniana, ele ressaltou que, desde o início do conflito, a China mantém "uma postura objetiva e imparcial, insistindo na promoção da paz e do diálogo", e que a negociação é a única solução viável.

No último sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, enviou uma carta "a todas as nações da OTAN e ao mundo" pedindo aumento das sanções aos países que compram petróleo russo. Segundo Trump, as medidas, juntamente com tarifas de 50% a 100% à China impostas pela OTAN, serão retiradas após o fim do conflito ucraniano.

Pequim, por sua vez, reiterou repetidamente o apelo a uma solução política entre Moscou e Kiev e afirmou estar disposta a contribuir para ela.

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