Em comunicado divulgado pela agência de notícias KCNA nesta segunda-feira (15), a missão da República Popular Democrática da Coreia na ONU declarou que o país é "um Estado possuidor de armas nucleares responsável" e contestou a legitimidade da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para interferir em seus assuntos.
O texto disse que o status nuclear do país "está permanentemente especificado na lei suprema e fundamental do Estado e se tornou irreversível".
O texto especificou ainda que a AIEA, sem relações com o país há mais de 30 anos, "não tem qualquer direito legal ou justificativa moral" para intervir em um Estado que não integra o Tratado de Não Proliferação (TNP).
A missão argumentou que, se a Agência Atômica estivesse de fato preocupada com ameaças nucleares e segurança internacional, deveria questionar "a atuação maliciosa dos Estados Unidos", acusados de violar obrigações de não proliferação enquanto expandem seu arsenal.
"Denunciamos e rejeitamos veementemente o ato provocativo dos EUA de revelar mais uma vez sua invariável intenção hostil contra a República Popular Democrática da Coreia, ao mesmo tempo em que interfere abertamente em nossos assuntos internos e infringe nossa soberania, e expressamos séria preocupação com as consequências negativas que isso pode acarretar", concluiu o comunicado.