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Lula exalta Farmácia Popular e revela que programa foi inspirado no sistema de saúde de Cuba

"Não tem esse negócio de direita e esquerda" quando se trata de saúde, afirmou o presidente, classificando o SUS como um "milagre para o povo brasileiro".
Lula exalta Farmácia Popular e revela que programa foi inspirado no sistema de saúde de CubaGettyimages.ru / VCG/VCG

Durante o mutirão nacional para redução das filas do SUS, realizado neste sábado (13) em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância do sistema público de saúde brasileiro e citou avanços recentes.

"O SUS é um milagre para a população brasileira. Não existe nenhum país no mundo com mais de 100 milhões de habitantes que tenha um sistema como o nosso", afirmou Lula, lembrando que no Brasil são oferecidos gratuitamente tratamentos que, em países como os Estados Unidos, custam valores altíssimos.

"Em se tratando de saúde, você não tem esse negócio de direita e esquerda, tem é pessoas comprometidas com a saúde do povo brasileiro", declarou.

"Fiquei com inveja": Cuba como inspiração

Ao relembrar a criação da Farmácia Popular, Lula contou que a ideia nasceu após conhecer o sistema cubano, que oferece medicamentos de forma gratuita:

"Fiquei com ciúmes, com inveja. Um país pobre, perseguido pelos EUA há 70 anos, ainda dá remédio de graça para a gente? Então porque o Brasil não pode dar?", questionou, ressaltando que "hoje, o cidadão não morre mais por falta de medicamento".

O presidente também mencionou o programa Mais Médicos, apontando retrocessos após o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016.

"Antes do impeachment da Dilma, o Brasil tinha 18 mil médicos no programa. Quando voltei, só tinham 12 mil. Nem preciso dizer que houve uma piora no sistema de saúde com 8 mil médicos a menos. Agora, nós estamos com quase 30 mil médicos. E ainda achamos que é pouco", afirmou o presidente.

Lula reconheceu que a fila por consultas e exames segue sendo um dos maiores desafios, sobretudo pela carência de especialistas. Segundo ele, há casos em que pacientes esperam quase um ano por um atendimento em cardiologia.

"Não dá pra esperar, precisamos criar condições de sermos rápidos", pontuou, acrescentando que seu governo não quer ''cuidar da morte'', mas sim da vida.