Trump insta países da OTAN a impor tarifas de até 100% contra China até o fim do conflito ucraniano

Outros compradores de petróleo russo, como o Brasil, também estão na mira de retaliações do Ocidente.

Donald Trump, presidente dos EUA, conclamou neste sábado (13), por meio de suas redes sociais, os demais países da OTAN a reduzirem seus laços comerciais com a Rússia e apoiarem sanções contra a China, principal parceira de Moscou, em uma tentativa de aumentar a pressão sobre o governo russo.

O presidente observou que países da própria aliança militar seguem comprando petróleo russo em volumes ''chocantes''. ''Isso enfraquece enormemente sua posição de negociação e poder de barganha sobre a Rússia'', opinou.

Nesse contexto, Trump afirmou que está disponível a impor novas ''sanções pesadas contra a Rússia'' assim que os demais aliados militares também o fizerem.

O mandatário defendeu que a OTAN imponha tarifas de 50% a 100% contra a China, a serem suspensas ao fim do conflito na Ucrânia. Segundo ele, Pequim exerce "forte controle" sobre a economia russa, e as medidas poderiam "ajudar muito a encerrar essa guerra mortal".

Brasil na mira

No dia anterior, os países do G7 se reuniram para discutir novas sanções contra a Rússia e possíveis tarifas contra parceiros comerciais de Moscou, principalmente os compradores de petróleo russo. 

É importante lembrar que a Rússia se consolidou como o principal fornecedor de diesel ao Brasil durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo dados oficiais do governo brasileiro. 

Em julho, o chanceler Mauro Vieira repudiou as ameaças de sanções secundárias, observando que cabe apenas ao Brasil escolher seus parceiros comerciais.