Os ministros das Finanças das nações do G7 se reuniram nesta sexta-feira (12) para discutir novas sanções contra a Rússia e possíveis tarifas contra parceiros comerciais de Moscou, principalmente os compradores de petróleo russo.
A reunião, em formato de videoconferência, foi presidida pelo ministro das Finanças do Canadá, François-Philippe Champagne. No encontro, as autoridades concordaram em acelerar o processo de utilizar ativos russos congelados como forma de financiar o apoio ao regime de Kiev.
"Os ministros também discutiram uma ampla gama de possíveis medidas econômicas para aumentar a pressão contra a Rússia, incluindo novas sanções e medidas comerciais, como tarifas, contra aqueles que facilitam o conflito", lê-se na nota divulgada pelo governo canadense após a reunião.
O governo dos Estados Unidos, por sua vez, pressionou os países a se juntarem a Washington em um ''esforço unificado'' pela imposição de tarifas contra parceiros econômicos de Moscou, argumentando que tais países financiam a ''máquina de guerra de Putin''.
É importante lembrar que a Rússia se consolidou como o principal fornecedor de diesel ao Brasil durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo dados oficiais do governo brasileiro.
Trump sem paciência
Mais cedo, o presidente Donald Trump afirmou que sua paciência com Vladimir Putin estava se esgotando.
No início de agosto, o governo Trump aplicou uma tarifa extra de 25% sobre as importações da Índia, elevando para 50% o total de tarifas contra os bens do país. A medida busca pressionar Nova Délhi a suspender a compra de petróleo bruto da Rússia.