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Países do G7 discutem novas sanções contra a Rússia; Brasil entra na mira

Parceiros comerciais de Moscou tornam-se possíveis alvos de medidas unilaterais, sob o argumento de ''financiarem a máquina de guerra de Putin''.
Países do G7 discutem novas sanções contra a Rússia; Brasil entra na miraGettyimages.ru / Suzanne Plunkett - Pool

Os ministros das Finanças das nações do G7 se reuniram nesta sexta-feira (12) para discutir novas sanções contra a Rússia e possíveis tarifas contra parceiros comerciais de Moscou, principalmente os compradores de petróleo russo.

A reunião, em formato de videoconferência, foi presidida pelo ministro das Finanças do Canadá, François-Philippe Champagne. No encontro, as autoridades concordaram em acelerar o processo de utilizar ativos russos congelados como forma de financiar o apoio ao regime de Kiev.

"Os ministros também discutiram uma ampla gama de possíveis medidas econômicas para aumentar a pressão contra a Rússia, incluindo novas sanções e medidas comerciais, como tarifas, contra aqueles que facilitam o conflito", lê-se na nota divulgada pelo governo canadense após a reunião.

O governo dos Estados Unidos, por sua vez, pressionou os países a se juntarem a Washington em um ''esforço unificado'' pela imposição de tarifas contra parceiros econômicos de Moscou, argumentando que tais países financiam a ''máquina de guerra de Putin''. 

É importante lembrar que a Rússia se consolidou como o principal fornecedor de diesel ao Brasil durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo dados oficiais do governo brasileiro. 

Trump sem paciência

Mais cedo, o presidente Donald Trump afirmou que sua paciência com Vladimir Putin estava se esgotando.

No início de agosto, o governo Trump aplicou uma tarifa extra de 25% sobre as importações da Índia, elevando para 50% o total de tarifas contra os bens do país. A medida busca pressionar Nova Délhi a suspender a compra de petróleo bruto da Rússia.