O governo da China expressou nesta quinta-feira (11) seu descontentamento com a decisão do México de elevar de 20% para 50% os impostos sobre a importação de automóveis provenientes de países asiáticos, incluindo a China.
Lin Jian, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, afirmou que seu país "sempre defendeu uma globalização econômica inclusiva e mutuamente benéfica" e destacou que "China se opõe a toda forma de unilateralismo, protecionismo e medidas excludentes.
Na sequência, o alto diplomata reiterou a ''firme oposição'' de Pequim a ''qualquer restrição imposta a China sob coerção de terceiros que prejudique seus legítimos direitos e interesses".
Ele também advertiu que o país "protegerá seus direitos e interesses visto a situação atual", sem detalhar quais medidas específicas seriam adotadas.
Pressão norte-americana?
A medida mexicana, segundo autoridades locais, faz parte do projeto estratégico denominado "Plano México", voltado ao fortalecimento da indústria nacional e à geração de novos recursos.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que a decisão de aumentar as tarifas não tem relação com negociações com os Estados Unidos:
"Não tem esse objetivo. Lembrem que eu apresentei o Plano México apresentei antes de sabermos que o presidente Trump venceria. (...) Não foi pensado em função das negociações com os Estados Unidos, mas sim como um projeto nacional", disse.
A presidente destacou que o impacto inflacionário da medida foi cuidadosamente estudado e garantiu que o aumento das tarifas segue as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), da qual o México é membro.